(17.10.2010)
parte V (a colecionadora de cores)
Fato que ela não era deste mundo (os outros também não, mas o caso dela era ainda mais específico). Enquanto cada um deles se identificava com uma cor, ela se identificava com todas. E adorava isso. Tinha de vez em quando uns acessos de loucura, dessas dos astros de rock e bohemios parisienses, e a todo momento suas sete personalidades disputavam a posição do dia (às vezes, todas ganhavam). A menina das cores tinha muitos nomes: Amiga, Irmã, Namorada… E, junto com as cores, vestiam-na como uma só. Não havia muito o que dizer, era preciso ver o modo como ela pintava tudo a sua volta e transformava as coisas com a maior simplicidade do mundo. Era preciso abraça-la, ouví-la, sentir a aura-sol dela aquecer cada pedacinho de alma que se aproximava. Era preciso deixar-se ser cativado. Até hoje não a compreendo completamente, mas acho que essa é a magia da menina. Era preciso sentir o que a razão não explica.
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