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Não havia sonhado com aquilo, era pra não acontecer. Talvez porque pensasse que não seria capaz de aguentar o coração ser dilacerado pelas doces palavras do ser amado: era o fim. Acreditava naquelas histórias de pra sempre, amores envoltos por eternidade, aquela crença inocente de criança, que vinha da alma. Sentia-se presa: não conseguia odiar. Talvez no fundo, bem no fundo, onde todas as esperanças ainda residiam, ela acreditasse em um recomeço. Me disseram que o começo do amor é bonito e o recomeço, ainda mais. Se estava apaixonada? Ela sempre estava. Apaixonava-se sempre, todos os dias, pela mesma pessoa.

(24.06.2010)

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