de você sei quase nada

No dia em que eles se encontraram pela primeira vez não fazia sol. Os carros continuavam presos nos engarrafamentos, as pessoas ainda andavam apressadas sem dispensar um bom dia à meia boca a quem quer que fosse. Não foi num encontrão nos corredores da faculdade, nem uma troca de olhares naquela festa do fim de semana; ele simplesmente ofereceu seu guarda-chuva quando o tempo virou de repente (nada prático já que os dois acabaram molhados, mas muito romântico, você deve pensar). O primeiro jantar não foi num restaurante cinco estrelas, mas um cachorro-quente na esquina da praça da Sé. E embora não conhecessem absolutamente nada um do outro, os corações encontraram seu caminho.
Como diria Zeca Baleiro: se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso... Não é preciso saber mais nada.

(17.07.2011)

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