saudade
Tinha cheiro de felicidade e um leve gosto de dor. Era amargo. Ficava dentro do peito, apertando, forçando, como se buscasse sair dali e reviver diante dos olhos o que a mente insistia em mostrar. No fundo, era uma dor boa, daquelas que a gente não quer se livrar. Que ela não queria se livrar. Era a prova de que tinha acabado e, ao mesmo tempo, de que havia existido.
(21.06.2010)
Nenhum comentário:
Postar um comentário