parte II (sobre quem brilha onde estiver)

O menino sol brilhava. Com um quê de filosofal, transformava em ouro todos os sentimentos que tocava. Precioso. Eu o via mais como um mágico, quem sabe até como um ser divino, que tinha o dom de rebuscar e tornar cada momento ainda mais especial. Havia se identificado com o viajante mas, ao contrário, ficou. Era ele o criador dos cânticos da minha inspiração, fonte de luz em meio à escuridão. Dizia que era feito de amizade, aqui e ali preenchido com defeitos e qualidades. Mas sempre achei que era feito de sonho. E não me enganava: era a verdade com a qual eu sonhava.

(29.09.2010)

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