um livro, um ônibus e o amor

Ando apaixonada. Descobri isso quando voltava de Sampa, agora uma das minhas novas paixões e, também, por culpa do Caio. É que a cidade tem qualquer coisa de triste e, ainda assim, de bonito que te faz acreditar que talvez não seja tão ruim assim ser o último romântico. Enquanto caminhava pela Paulista ouvi uns passarinhos cantando, e vi pessoas com sorrisos sinceros, e pensei no casal que só conheceria no dia seguinte, antes de embarcar no ônibus rumo a minha vidinha sem-graça de sempre: os dois meninos se olhavam nos olhos, os ombros curvados com o peso da despedida... O mais alto ajeitava o cachecol do outro, que segurava-o pela cintura como quem diz 'não vai, fica só mais um pouquinho... preciso tanto de você' e quando percebi já estava sorrindo. E voltamos pra vidinha sem-graça de sempre, Caio e eu no ônibus, pensando no amor e tendo pequenas epifanias...

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