sequência

Primeiro, veio a raiva. Raiva por ele gostar de alguém que simplesmente não se importava. Raiva por não conseguir ter raiva do outro. Depois, veio o medo (de perder) e com ele a dor de se ver obrigado a esquecer. Daí então veio a decepção (não só por ver que ele havia mudado e não era mais aquele por quem um dia se apaixonou, mas também por não conseguir transformar aquela paixão em indiferença, como queria. Por ser incapaz de deixar de acreditar no amor) e novamente veio a raiva. Raiva por ele gostar de alguém que simplesmente não se importava. Raiva por acreditar que, lá no fundo, alguma coisa ainda restava.

(22.09.2010)

Nenhum comentário:

Postar um comentário