(13.06.2011)
parte VII (la tua cantante)
E, finalmente, havia chegado o momento dela. Já discutira anteriormente sobre isso, como não conseguiria expressar em palavras tudo o que ela significava, mas ela cruzou os braços e bateu o pé – exigindo de mim mais do que eu poderia dar – com aquela cara emburrada de criança. E enquanto eu tentava disfarçar o riso, me dei conta de que talvez o complicado não fosse descrever suas particularidades. O caso é que talvez as pessoas não as compreendessem ou amassem como eu. Poderia dizer que ela tinha o sorriso mais doce que eu já vira, o abraço mais aconchegante em que eu já estivera; poderia tentar dizer como eu amava o modo como ela se irritava quando eu a interrompia no meio de uma frase, propositalmente, com um beijo. Como eu não conseguia tirar os olhos dela quando ela ficava envergonhada e escondia o sorriso com as mãos, ou quando ela curvava as sobrancelhas cada vez que eu imitava seu sotaque forçado (embora ela não soubesse que ele fazia meu dia). Talvez as pessoas não entendam como cada pequeno detalhe me fazia sorrir – mas eu, certamente, entendo. Ela não era a mulher dos meus sonhos, era melhor que isso. Ela era real.
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