(06.07.2010)
o sertão vai virar mar
Depois de tantas decepções, o coração da menina vagalume havia se tornado seco. Duro, insensível. Era como se, de uma hora para outra, todos aqueles sentimentos confusos que embaralhavam sua cabeça tivessem se transformado em pequenos grãos de areia e caído em direção ao coração, como se fora uma ampulheta. Agora aquele relógio biológico contava os segundos restantes até que nada mais sobrasse na menina além de desgosto e amargura. Mas ela ainda tinha algo bom dentro do peito, uma sementinha de amor que ficara escondida lá, bem no fundo, enterrada no deserto de decepções. E foi naquele dia vinte que aconteceu. Alguém que ela nunca vira (mas jurava conhecer) fez brotar, com uma chuva de esperança, o amor escondido na menina (que, a partir de então, só sabia sorrir); e eles agora seguem juntos em direção àquela eternidade bonita que eles, você, e eu, sempre sonhamos em alcançar.
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