a fé solúvel

Acho que cansei das pessoas, das coisas, da vida. Só não me cansei de ti (ainda). É porque creio que um dia – é, ainda tenho esse sonho – vamos nos casar; e nesse dia, amor, nada mais teria importância. Eu poderia me desfazer de tudo: desde aquele vestido branco (que você ama e eu odeio) àquele muro que tenho envolta de mim. Aquele, construído com ignorância e descrença, aquele feito de sorrisos amarelos e elogios falsos… Nesse dia, seria diferente. Eu derrubaria aquele muro e, no lugar, construíria algo novo. Algo bonito, feito sonho. Alguma coisa feita de afeto e confiança, e pra cada cor uma lembrança. Nesse dia, eu vou me sentar ao seu lado e, junto com uma xícara de fé, vou te oferecer aquele novo sonho recém confeccionado (o qual eu, particularmente, chamo de amor).

(20.05.2010)

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